sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Como evitar o erro número 1 dos promotores de eventos

por Vinicius Aguiari * 

“Crie o evento e os participantes virão.”
Este é o erro número 1 que os organizadores cometem quando promovem um evento. Mais do que isso, é uma forma eficaz de perder dinheiro rapidamente.
Isso também se aplica a empreendedores e pequenas e médias empresas que promovem eventos com objetivo de lucro, promover um produto ou gerar novos contatos para vendas. Se você não conhece o seu público, seu evento tem poucas chances de se tornar um sucesso.
Por que? Porque sem uma ideia definida de seu público não é possível:
Saber onde ele está e como alcançá-lo com suas ações marketing;
Compreender porque ele gostaria de participar e qual deve ser a mensagem;
Falar com ele em sua própria linguagem;
Criar um orçamento realista, escolher um local apropriado ou desenvolver uma proposta de valor atraente.
Com o público definido, você pode:
  • Endereçar mensagens específicas em comunidades segmentadas, aumentando assim sua taxa de conversão e, ao mesmo tempo, reduzindo suas despesas de marketing;
  • Estar racionalmente seguro da capacidade de mercado, estimular o poder de compra dos participantes e quanto eles estão dispostos a gastar, além de saber qual proposta de valor será melhor recebida;
  • Determinar o preço adequado, escolher o lugar ideal e elaborar um orçamento adequado para seu evento.

Três estratégias para definir o público corretamente

Há três passos necessários para desenvolver um entendimento sobre seu público: criar um perfil, pesquisar e dimensionar o mercado.

1. O perfil do comprador

O perfil do comprador é essencial para a criação de um evento de sucesso. O resultado final de um perfil bem realizado deve ser um documento que ajude você a entender quem você está visando, qual a situação dessas pessoas (do que eles gostam, quais são seus desafios etc.), como seu evento pode ajudá-los e onde suas ações de marketing devem estar para atingi-los.

Existem vários tipos de perfis de comprador e maneiras de criá-los. Mas uma vez que você extrair quatro respostas deles – quem, o que, por que e onde – você terá informações suficientes para poder trabalhar.

2. Pesquisa

Há quem defenda que essa etapa deve ser a primeira. Entretanto, pesquisar sem ter em mente o perfil do comprador pode se mostrar um esforço inútil e deixar você mais confuso do que antes.

Você deve usar a pesquisa para provar – ou refutar – algumas das suposições que surgem no perfil do comprador.

Por exemplo, você pode assumir que o participante ideal quer aprender algo sobre criação de marcas e design, mas, na verdade, sua dificuldade principal é encontrar bons designers. Isso pode ajudar a definir a direção de seu evento e suas principais mensagens.

A pesquisa pode ter muitas formas, inclusive telefonemas, e-mails, questionários, leitura de blogs, busca nas redes sociais, em fóruns ou a partir da leitura de relatórios do setor.

Como regra prática, tente falar com alguns prováveis participantes, se possível, e complemente essa pesquisa qualitativa com alguma pesquisa de outras fontes.

Entretanto, não gaste muito tempo com pesquisa, apenas o suficiente para se sentir confiante que o perfil de comprador que você traçou é razoavelmente preciso.

3. Dimensionamento do mercado

O dimensionamento do mercado é sempre uma atividade complicada. Por isso, existem empresas empresas inteiras dedicadas a esta atividade. Isso não deve desviar sua atenção por uma semana inteira, mas deve indicar que há demanda para seu evento. Ou seja, existem pessoas interessadas em número suficiente para garantir a realização de um evento.

Você pode começar buscando no Google relatórios, notícias ou blogs que possam ter informações sobre seu mercado-alvo. Uma dica é tentar várias combinações de palavras-chave e então acrescentar “type:pdf” no final já que muitos relatórios vêm nesse formato. Exemplo: “maquiagem evento cursos type:pdf”.

Caso não haja documentos disponíveis que pareçam recentes ou confiáveis, tente outros caminhos, como grupos no LinkedIn – existem grupos relacionados a seu público-alvo? Qual o tamanho deles? Qual é seu grau de atividade? A escassez de grupos no LinkedIn relacionados ao seu público-alvo pode ser um sinal de alerta.

Além disso, você sempre pode perguntar. Encontre fóruns que tenham especialistas aos quais você possa perguntar sobre o tamanho do setor. Há fóruns de interesse geral como o Quora, ou sempre é possível encontrar fóruns segmentados, como o HackerNews para programadores; o GrowthHackers para profissionais de marketing; o Mumsnet para mães etc.

Público real = sucesso real!

Reunir todas essas informações deve dar a você confiança em relação à capacidade de público para seu evento, saber a quem ele interessa, como direcionar a mensagem e como fazer o marketing de forma eficaz.

Esse será também o parâmetro para muitas outras decisões cruciais, da proposta de valor ao preço, da seleção do local à abordagem de patrocinadores ou parceiros.

Sem um público definido, seu evento fica sem um plano estratégico, sem qualquer direção e ao sabor do vento, na esperança de atrair a atenção de alguém.

Com o público definido, você dá um passo gigantesco para gerar um evento de sucesso!


* Publicado originalmente em
http://blog.eventioz.com.br/2014/10/como-evitar-o-erro-numero-1-dos-organizadores-de-eventos/#sthash.CeYF3Jie.dpuf

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Primeiro livro marconbrasil na safra 2014 de lançamentos

Iniciando a 'safra' de lançamentos de livros, neste segundo semestre de 2014. Edição marconbrasil, na Feira do Livro de Camaquã, hoje 16 de outubro: Poesia - Bálsamo à vida, de Iara Schmegel.


terça-feira, 30 de setembro de 2014

Campanha para Confidare Consultoria

Lançada hoje, ás 10h, campanha produzida pela marcon.brasil para a promoção do Programa de Desenvolvimento de Líderes - PDL +100, da Confidare Consultoria.

Destacando as credenciais do nosso cliente, a Confidare atende clientes como
  • BRF (antiga Perdigão)
  • THYSSENKRUPP Elevadores
  • MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL – RS
  • JUSTIÇA FEDERAL / RS – 4 REGIÃO
  • FERRAMENTAS GERAIS
  • AGCO
  • STIHL
  • KILLING
  • MARCOPOLO
  • MELNICK EVEN
  • AGIPLAN
  • SICREDI 
  • STEMAC CIEE-RS
O programa é único com estas características e diferenciais, tem 10 meses de duração, 128h, com abordagens teórico vivenciais, coaching e processo grupal destinado a acelerar o desenvolvimento de lideranças - habilidade de obter resultados - em empresas de médio e grande porte e organizações públicas e privadas.



terça-feira, 23 de setembro de 2014

Nossa edição e montagem de vídeos para RS Origens

Edição e montagem para os vídeos promocionais veiculados na RBS TV, TV Com, TVE, Canal Você e nas redes sociais. Um belo espetáculo de um grupo com mais de 50 anos de história e beleza.

Produção geral Palco Aberto.

Há 54 anos, o Conjunto de Folclore Internacional Os Gaúchos, mostra a cultura folclórica adquirida ao longo do tempo em diversas cidades do Estado, do país e do mundo. Em Porto Alegre, o Grupo apresenta um espetáculo com uma linguagem cênica, o “RS ORIGENS”, onde são utilizadas coreografias já apresentadas em sua trajetória. A temporada é de 26 a 28 de setembro, às 20h, no Teatro Renascença no Centro Municipal de Cultura Lupicínio Rodrigues.

A dança e a música folclórica de Açores, Portugal, Argentina, Itália, o batuque dos negros da África e gaúchos serão representados numa montagem concebida apenas com estampas (números coreográficos) de danças do folclore de alguns dos países que deram origem ao nosso Estado e deixaram marcas e influências na cultura gaúcha. Canções tradicionais e releituras de músicas instrumentais latinas como Anú, Chimarrita, Pezinho, Chula, entre outros, compõem o espetáculo.


sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Endomarketing e eventos

O que é Endomarketing e qual a importância de fazer eventos na empresa?

Por Renato Michelsohn*

Investir no Endomarketing é uma estratégia de crescimento, afinal “vender” sua empresa para o colaborador significa torná-lo aliado no negócio, responsável pelo sucesso da organização e preocupado com o seu desempenho profissional, e para isso nada melhor que a gestão de eventos para seus colaboradores.

Neste artigo, como utilizar a criação de eventos como estratégia de Endomarketing para crescimento de resultados e até como piloto de eventos maiores para clientes e consumidor final. Confira!

O que é o Endomarketing

Com suas raízes em Administração e Marketing o termo Endomarketing surgiu em 1995 no livro “Conversando sobre Endomarketing” de Saul Bekin, e seu conceito consiste em desenvolver ações de marketing voltadas ao público interno da empresa com o intuito de promover entre seus colaboradores e departamentos valores destinados a servir o cliente.

Assim, o Endomarketing consiste em ser o seu “marketing interno”, focado em aprimorar o atendimento, a valorização e relação entre colaboradores e clientes. Esse conceito está cada vez mais importante nas organizações, uma vez que a venda de produtos passa pela importância do colaborador tornar-se um aliado, um admirador, sendo este responsável direto pelo sucesso dos negócios quando igualmente preocupado com o seu desempenho.
Por que fazer eventos de confraternização para sua equipe

Para o setor de Recursos Humanos, as ações de endomarketing focam em reter e encantar seus colaboradores. Como um “cliente interno” e com grande influência nas opiniões e perspectivas do “cliente externo”, este deverá ser o primeiro a estar satisfeito com a empresa para poder “vendê-la” melhor em cada relacionamento.

Nesse sentido, várias ações de Endomarketing podem ser desenvolvidas, como por exemplo investir em eventos de confraternização para a equipe. Esse tipo de promoção demonstra que a empresa valoriza e reconhece a importância de todos os seus colaboradores.

Foque também nas iniciativas de integração

É preciso unir todos os colaboradores acerca das idealizações da empresa, ter um processo eficiente de comunicação, investir no treinamento do pessoal, proporcionar experiências positivas com a empresa e aumentar a integração entre todos.

Com esse intuito, a empresa pode proporcionar desafios como as Ações de Team Building, que consistem em trabalhar atividades descontraídas com características lúdicas e desafiadoras em um espaço diferente, normalmente ao ar livre. Considere que diversas ações podem ser realizadas para que os colaboradores saiam da “zona de conforto”, lidem com emoções e sentimentos, e identifiquem pontos de melhoria no desenvolvimento pessoal e profissional.

Lembre-se ainda de palestras/eventos motivacionais

Outra modalidade de evento interno importante a ser realizado para seus colaboradores são palestras motivacionais e treinamentos específicos com motivadores que incentivam o crescimento da satisfação em ser parte daquele time.

Investir em boas palestras para sua equipe irá incentivar e transformar a interpretação do ambiente de trabalho, deixando a todos mais receptivos aos assuntos e objetivos que se quer atingir.

Deu certo o evento? Faça uma versão para clientes ou a comunidade!

Ao final, além de todo o desenvolvimento da sua equipe de trabalho, a criação de eventos internos serve como “projetos piloto” para eventos externos. Considere que você poderá testar formatos, canais e parceiros internamente, antes de propagar uma versão para clientes ou consumidores finais.

Lembre-se de pesquisar e se cercar de bons parceiros para o desenvolvimento de cada ação. Pregamos muito esse ponto em cada relacionamento que temos, pois um evento feito sem gestão terceirizada corre o risco de manchar a imagem da empresa pela falta de preparo.

Além disso, não terceirizar pode fazer com que a qualidade do evento seja menor e que retrabalhados sejam necessários com frequência. Como consequência, toda a equipe pode ficar desgastada.


(*) O autor: Renato Michelsohn é CEO na Acorde Cultural Produções e Eventos.
Publicado originalmente em http://blog.sympla.com.br/o-que-e-endomarketing-e-qual-a-importancia-de-fazer-eventos-na-empresa/

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Nosso cliente no Fantástico

O programa Fantástico, da Rede Globo, apresentou entrevista com o autor de Loucas de Amor, Gilmar Rodrigues, no último domingo, 14 de outubro. A matéria tratava da estreia na Globo da série Dupla Identidade, de Gloria Perez, direção Mauro Mendonça Filho.

O seriado retrata as ações de um serial killer sedutor e muito bem posicionado socialmente. Para escrever o seriado, Gloria usou Loucas de Amor com uma das suas fontes de pesquisa.

Nós da marcon.brasil somos a agência promocional da Ideias a Granel, responsável pela publicação da obra Loucas de Amor.

Em seu depoimento ao Fantástico, Gilmar lê um trecho de uma carta de uma mulher apaixonada por Francisco de Assis Pereira, que ficou conhecido como Maníaco do Parque. Esse assassino em série, foi preso em 1998 depois de estuprar e matar 10 mulheres. As cartas são decorados com motivos infantis como jardineiras e "Mickeys" demonstrando o caráter infantilizado e romântico das moças que se envolvem com criminosos sexuais".

Veja a matéria completa clicando abaixo.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Realizado: XXII Encontro Estadual de Supervisores

Imagens da nossa produção do último sábado (e dos 6 meses anteriores) para a Associação de Supervisores do RS, na Assembléia Legislativa do estado, 10h de atividades: 7 palestrantes, 2 coffe breaks, intervenções dos apoiadores, sorteio de brindes - para professores, supervisores e gestores de educação!

Realizamos da pesquisa, seleção e contratação do conteúdo (palestrantes) ao controle e distribuição dos certificados, passando pela produção de palco, hotsite e relacionamento com apoiadores.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Vídeo produção marconbrasil para a Palco Aberto

Vídeo promocional para o espetáculo infantil "O Menino Teresa".
Realização - Banda Mirim, São Paulo.
Produção local em Porto Alegre - Palco Aberto.
Patrocínio - Petrobras


Apresentações dias 15/agosto - sexta (10h e 16h) e 16 de agosto - sábado (16h), no Teatro do SESC Centro, Porto Alegre.
Entrada franca (retirada de ingressos no local com uma hora de antecedência)

Informações (51) 9566-8966 / 3224-7638

Apoios:
SESC/Fecomércio RS
Canal Você
TVE e Rádio Cultura FM 107.7
Loop Reclame

terça-feira, 12 de agosto de 2014

XXII Encontro Estadual de Supervisores

Nossa produção para a Associação de Supervisores do RS: evento gratuito para professores, supervisores e gestores de educação!

As inscrições foram abertas ontem.

10h de motivação e informações técnicas para os profissionais da área, com nomes de destaque na educação.

Informações e inscrições:
http://lnkd.in/b7DXAtc




segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Feiras de negócios: uma poderosa ferramenta para marketing e vendas

Publicado por Promoview*

O livro “Feira de Negócios – Uma Poderosa Ferramenta de Marketing e Vendas” é mais uma obra importante para auxiliar nos estudos deste importante segmento do live marketing.

A obra decorre do trabalho de Fernando Lummertz, jornalista e escritor, além de experiente palestrante e consultor especializado em planejamento estratégico para feiras de negócios.

Promoview conversou com ele sobre sua obra e o projeto Rede Feiras. Nessa entrevista especial, o profissional fala sobre estratégias que devem ser pensadas antes e depois da participação em uma feira. Também mostra a importância da qualificação profissional na área de eventos e marketing.

Promoview: Em seu livro “Feira de Negócios – Como Planejar, Organizar, Controlar e Avaliar a Participação”, você diz que os clientes gerados em feiras de negócios são superiores aos gerados com outros tipos de estratégias de marketing. Quais são as principais diferenças?

Fernando Lummertz: Os visitantes das feiras estão muito mais predispostos a comprar. Costumam buscar oportunidades para adquirir algo que resolva alguma necessidade latente, conhecida ou não. Na maioria das vezes, o fato de comprar ou não na hora é irrelevante. Esse visitante muitas vezes não é o responsável absoluto pela compra, mas bem impressionado por um produto durante uma visita, certamente irá defender suas vantagens no âmbito da empresa para a qual ele trabalha e aí, a sua condição de influenciador se transformará em “poder de decisão”.

Se isso vai levar um dia, um mês ou um ano, sempre irá depender do ciclo de vendas do produto que o expositor comercializa. Naturalmente que as grandes vendas sempre demandam tempos prolongados de maturação do comprador para a tomada de decisão final.

Então, o que ocorre é que as ações de vendas deflagradas pelos departamentos de vendas no dia a dia são iniciativas que normalmente representam o fornecedor “criando” um desejo ou uma necessidade de compra. Nas feiras, acontece o inverso. Trata-se do comprador indo ao fornecedor demonstrar a sua necessidade e buscar a melhor solução. Em outras palavras, geralmente, é um comprador pronto para comprar.

Para participar de uma feira de negócios é preciso fazer um planejamento. O que a empresa expositora deve fazer antes e depois desse tipo de evento?

Bingo! Participar de uma feira sem planejamento é como entrar em um elevador sem saber o número do andar no qual você deseja ir. Ou seja, você está no lugar certo, mas não tem a menor ideia do alvo específico que precisa atingir. Nós recomendamos aos expositores que preparem um minucioso planejamento de participação dividido em três fases: pré, durante e pós-feira. Cada uma dessas etapas deve ser pensada sempre como parte das demais. Já vimos expositores que até se esforçaram para fazer uma preparação, mas que não levaram em conta a relação de causa e efeito que uma fase tem com a outra. É possível perceber claramente que há uma fortíssima relação entre elas no momento em que você relaciona as principais ações para obter bons resultados:

  • 1. Definição clara dos objetivos;
  • 2. Estande compatível com os objetivos;
  • 3. Divulgação de qualidade (feita profissionalmente) direcionada ao público-alvo específico;
  • 4. Equipe de atendimento preparada para atender no estande (é muito diferente do atendimento do dia a dia – exige técnicas específicas). É durante a feira que se produz informações de valor para utilização na fase pós-feira.
  • 5. Implantação das ações de marketing e vendas imediatamente após o término da feira, utilizar com precisão e foco as informações obtidas durante o evento.
Cabe lembrar ainda que ações tão importantes para os resultados quanto as listadas demandam tempo adequado para serem desenvolvidas. É necessário que os expositores iniciem o planejamento de participação com antecedência compatível. A experiência mostra que uma boa preparação deve ser feita em torno de seis meses. Para a participação em feiras de grande projeção e que envolva, por exemplo, lançamento de novos produtos ou participar de feiras internacionais, o preparo deve se iniciar com mais antecedência ainda. Nesses casos, recomendamos que seja em torno de um ano.

Promoview: Quais são as melhores estratégias para mostrar aos visitantes de uma feira de negócios a imagem da empresa?

Fernando Lummertz: Em primeiro lugar, depende dos objetivos. Quando se fala em imagem de uma empresa, muitas vezes as pessoas relacionam isso unicamente com os elementos visuais de uma marca. Ela resulta de um grande conjunto de fatores que influenciam essa imagem.

Durante uma feira, cabe lembrar que essa imagem resulta dos fatores que são percebidos ali, durante aquele específico momento: a qualidade do atendimento realizado no estande sempre em primeiro lugar, acompanhada do aspecto do estande, dos produtos apresentados etc. O que nos remete para o início: a estratégia geradora da boa imagem começa pelo planejamento. Uma participação improvisada certamente não contribuirá em nada para a empresa expositora, até mesmo porque, para obter essa boa imagem não basta apenas um estande bonito.

Promoview: Em relação à participação da empresa em uma feira de negócios, quais são as melhores formas para avaliar e mensurar os resultados?

Fernando Lummertz: A maioria dos expositores não sabe como avaliar a participação. Eu costumo ouvir sempre argumentos de profissionais que insistem em tratar o investimento nas feiras apenas pelo ponto de vista institucional. Na prática, costumo falar que ele está dizendo isso porque não sabe definir seus reais objetivos. Então, se ele não consegue definir os objetivos, como irá avaliar os resultados?

A primeira forma e a mais simples para essa avaliação é saber (ou não) se os objetivos de participação foram alcançados. A partir daí, inúmeras métricas e procedimentos podem e devem ser aplicados para uma análise mais profunda do retorno do investimento. É preciso que o expositor aprenda a dar uma resposta precisa para aquela pergunta que não quer calar: “A participação na feira deu resultados?”. Nós desenvolvemos algumas ferramentas bastante úteis para gerar esses indicadores de resultados e gostamos muito de trabalhar com algo que chamamos de “perspectivas de vendas futuras baseadas na participação em feiras”. É uma planilha muito bem resolvida, que projeta resultados baseados nos leads gerados durante o evento.

Promoview: Qual a importância da qualificação profissional dos trabalhadores dos setores de marketing e eventos?

Fernando Lummertz: Você acaba de abordar um aspecto fundamental para o crescimento das feiras no Brasil, tanto para aqueles que as realizam como para os que nela expõem. Não há como negligenciar a necessidade de conhecimentos específicos relacionados com a ferramenta de marketing que as feiras de negócios representam. Na maioria das vezes, improvisações, tanto de realizadores quanto de expositores, têm péssimos resultados. Isso geralmente ocorre por falta de preparo dos profissionais envolvidos.

O mercado brasileiro de feiras cresceu muito nas duas últimas décadas e muita gente despreparada está atuando em ambos os lados, tanto como expositor tanto como realizador de feiras. Em parceria com a Ubrafe, nós criamos recentemente um núcleo de preparação chamado Unifeiras, que realiza treinamentos para esse público. Eu utilizo muito o termo “realizadores de feiras” e é preciso esclarecer que quando eu uso é porque estou falando de uma maneira abrangente que envolve os organizadores e promotores, os espaços para realização de feiras, as empresas de projeto, montagem e decoração de estandes etc. Todas as equipes dessas empresas precisam ser bem preparadas para prestar um atendimento de real valor para expositores e visitantes.

Promoview: Atualmente, você trabalha no projeto Rede Feiras. Qual é o principal objetivo dessa iniciativa?

Fernando Lummertz: A Rede Feiras é algo que vai impactar fortemente a indústria brasileira de feiras. Trata-se da mais completa iniciativa focada em comunicação, marketing, relacionamento e geração de oportunidades de negócios já ocorrida no mercado brasileiro. É uma plataforma de alta tecnologia apresentada ao usuário de uma forma muito simples e familiar, semelhante às redes sociais públicas (como Facebook e LinkedIn) mas com foco absoluto nas feiras de negócios.

O objetivo é colocar, frente a frente e em permanente comunicação, o público-alvo que de fato interessa aos realizadores: expositores e visitantes das feiras de negócios. Para tornar essa prática permanente, desenvolvemos aplicativos de alto valor percebido como um programa de gestão da participação em feiras, planilha para cálculo do volume de visitantes no estande, planilha para projeção de vendas futuras dos leads gerados e também realizamos um grande investimento em parceria com a Inex Tecnologia, empresa líder em tecnologia educacional, na criação de uma moderna estrutura de EaD para apresentação de palestras e cursos on-line para todos os profissionais envolvidos nessa área.

Tudo isso estará disponível para os participantes em um ambiente tecnologicamente seguro e terá conteúdo desenvolvido por especialistas dessa área. Na prática, o Rede Feiras é um atalho de grande valor nas relações entre os diversos públicos que se envolvem nesse meio e que precisam tornar esses envolvimentos cada vez mais produtivos e rentáveis para os seus objetivos.

(*) Publicado originalmente em http://promoview.com.br/entrevista/411024-como-usar-todo-o-potencial-das-feiras-de-negocios/


quinta-feira, 31 de julho de 2014

A publicidade e design também acompanha seus olhos

Onde as pessoas prestam atenção quando olham um anúncio.
Veja matéria completa: http://ney.me/1rw3hmW


quarta-feira, 30 de julho de 2014

Crie uma identidade única para o seu evento

Como criar uma identidade para o seu evento
Por Priscila Vieira*

Cada vez mais os consumidores querem produtos e serviços que sejam sua cara. A personalização é uma das principais tendências de consumo dessa década. E no segmento de eventos, isso não é diferente.

O evento precisa estar alinhado às necessidades do público participante – caso contrário, não trará os resultados esperados. Por isso é tão importante que um evento seja customizado.

Até porque o que vale para uma empresa, pode não funcionar em outra. Cada evento precisa ter sua própria identidade. Não basta comprar uma fórmula pronta e aplicá-la. Neste artigo, explicarei por que a customização é tão importante e apresentarei dicas sobre como descobrir e desenvolver a identidade de um evento.

Identidade do evento

A identidade do evento não é apenas “o que é o evento”; vai além disso. A identidade do evento é o seu propósito principal alinhado ao perfil do público. Quando um evento tem identidade própria, os participantes conseguem se identificar com as atividades realizadas nele e, assim, sentem-se mais motivados a participar de tudo que é proposto pelos organizadores.

Independentemente do tipo do evento, do porte e/ou segmento da empresa que o está promovendo, é fundamental que o evento seja uma experiência intensa, preferencialmente criativa e inovadora, e que esteja de acordo com as expectativas de seu público.

Identidade e público-alvo

Por isso, é fundamental conhecer muito bem seu público-alvo – quais são suas preferências, seu comportamento, seus hábitos, suas opiniões, etc. O objetivo de conhecer o público que você quer atrair é saber qual é a expectativa dele em relação ao evento. O alinhamento dessas expectativas (e necessidades) é a chave para o desenvolvimento de uma identidade marcante para o evento.

Como definir a identidade do evento

Para saber qual é a identidade do evento, primeiro é preciso entender qual é o seu propósito principal e de que maneira isso está alinhado às necessidades do público. A seguir, confira um guia rápido com perguntas que podem lhe dar o caminho para encontrar essa identidade:
  1. Que resultados você espera atingir com o evento?
  2. Qual o seu público-alvo?
  3. Qual é o nome do evento?
  4. Que impressão inicial esse nome passa às pessoas que não conhecem o evento? (O nome precisa causar impacto, gerar curiosidade, interesse e remeter ao tema que será abordado. Um nome pensado de maneira estratégica pode aumentar a visibilidade do seu evento nas ferramentas de busca, redes sociais e assim por diante)
  5. A qual segmento o evento será direcionado?
  6. Que atividades seu evento promoverá?
  7. O que o evento irá trazer para o participante? (soluções, atualização, inovação, conhecimento, etc.)
  8. Ao participar do evento, que necessidades específicas dos seus clientes serão atendidas,ou que oportunidades o evento pode gerar? (Foque nos benefícios)
  9. Como será a inscrição para o evento? (paga, gratuita, convidados)
  10. Como ele está posicionado em relação a eventos concorrentes? (com mais ou menos atrações, mais barato, mais caro, em um lugar melhor, mais abrangente, etc.)
  11. Acontecerão outras edições ou outros eventos semelhantes?
  12. Qual o diferencial do seu evento?
Respondendo essas questões, você terá definido para que exatamente o evento serve, qual tipo de público irá participar, o que os participantes ganharão, o que espera-se de resultados e o que será feito para isso. 

Isso é um planejamento personalizado, pois cada ação, cada atividade é pensada e desenvolvida para os objetivos específicos da marca promotora do evento.

E tudo isso ajudará não apenas no planejamento, mas principalmente na execução. Você verá como os resultados serão muito melhores depois de se preocupar em criar um evento completamente customizado.

(*) Publicado originalmente em http://www.priscilavieira.com.br/como-criar-uma-identidade-para-o-seu-evento/

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Livros autopublicados são 31% das vendas da Amazon

Obras de autopublicação representam 1 de cada 3 vendas de e-books por dia, considerando a maioria dos gêneros. Ganhos são melhores quando esses e-books são vendidos sem tecnologia de gestão de direitos digitais (DRM).

As principais empresas do setor editorial ainda investem em software antipirataria, mas os autores que publicam os próprios livros podem se beneficiar quando desistem de usar essa tecnologia, segundo um estudo recente.

O AuthorEarnings.com, um site que estuda como os autores podem ganhar mais dinheiro, desenvolveu recentemente uma análise mais detalhada sobre os títulos de e-books mais vendidos na Amazon durante um único dia [14 Julho de 2014] e chegaram à conclusão que compradores da Amazon preferem e-books sem DRM.

O site espera conseguir detectar tendências emergentes na publicação e-books, depois de acumular um arquivo significativo de estudos, feitos trimestralmente.

O AuthorEarnings diz que o seu estudo mostra que as obras de autopublicação representa 31% do total das vendas de e-books por dia considerando a maioria dos gêneros.

Os ganhos são melhores quando esses e-books são vendidos sem tecnologia de gestão de direitos digitais (DRM).

Metade dos livros autopublicados nas listas dos mais vendidos da Amazon surgem sem DRM.

Os livros autopublicados sem DRM representaram 64 % do total de vendas da unidade de autopublicação.

Depois de um ano de venda de títulos sem DRM, a TOR Books não verificou qualquer aumento perceptível na pirataria dos seus títulos. Além disso, a proteção contra a cópia pode ser facilmente retirada de qualquer e-book Kindle, com um conjunto de ferramentas de software, em segundos.

Fonte: Computerworld: http://www.diigo.com/annotated/d2933211836714c7684bcf87f59126ca

terça-feira, 15 de julho de 2014

A importância do local para a realização de um evento

O que levar em consideração na hora de definir o local do seu evento
Por Priscila Vieira*

Que a escolha do local é uma etapa fundamental para o sucesso do evento, muita gente já sabe. Mas, na hora de fazer essa decisão, muitas dúvidas surgem. Afinal, o que se deve levar em consideração nessa hora?

Antes de tudo, para saber se o local está adequado, você precisa entender se o ambiente está alinhado aos seguintes itens:
  • Objetivo do evento
  • Tipo de evento (formato)
  • Público-alvo

Com isso em mente, estes são os detalhes que precisam ser verificados na hora dessa importante escolha:
Infraestrutura do local

Verifique se o lugar oferece segurança e conforto e se tem disponibilidade de estacionamento. Além disso, preste atenção na manutenção do local, para saber se está bem conservado.
Sinal de internet

Para muitos eventos essa é uma questão fundamental. Tanto os participantes, quanto palestrantes precisam acessar a internet de tempos em tempos. Por isso, é de extrema importância verificar se o local oferece uma boa conexão – principalmente se as atividades do evento necessitarem de internet para acontecerem plenamente.

Vizinhança

Fique atento ao que há em volta do local para saber se é um lugar seguro e se há infraestrutura de comércio e farmácia, por exemplo, para eventuais emergências. Caso seja um evento com mais de um dia de duração, a proximidade com hotéis, shoppings e restaurantes deve ser levada em conta.
Conceito e imagem do local

Verifique qual é a imagem que esse local passa para as pessoas. Se for um lugar muito inovador e sofisticado, pode contar pontos positivos em alguns casos, mas, dependendo do público participante, pode fazer com que as pessoas não se sintam confortáveis e à vontade no evento.

Logística

Outro fator fundamental a ser observado na hora de escolher um local é a facilidade para montagem do evento. Se for um lugar muito afastado do centro da cidade, analise de que forma isso impactará no orçamento. Verifique, por exemplo, se precisará fazer o transporte da estrutura ou poderá alugar de fornecedores locais.

Atividades do evento

Muitos eventos podem ter suas atividades adaptadas ao ambiente, mas nem sempre isso é possível. Por isso, verifique se o local suporta as ações que serão realizadas no evento: palestras, workshops, feiras e até mesmo o tipo de alimentação que será servida.

Beleza ou Conforto: o que priorizar?

A resposta para essa pergunta depende do público-alvo e do objetivo do evento. Nessa hora, prevalece o bom-senso: não adianta ser um lugar lindo, mas sem lugares confortáveis para sentar (principalmente se for um evento longo), da mesma maneira que não adianta ser um lugar super confortável, mas que desagrade os participantes visualmente.

Acredito que existem alguns critérios que devem ser levados em conta em qualquer tipo de evento: qualidade de serviços, infraestrutura em geral, conforto, boa conservação, segurança e comodidade.

Fique atento!

Um local inapropriado pode causar um impacto irreversível no resultado do evento. Uma escolha mal feita pode prejudicar a reputação da organização, a credibilidade para continuidade do evento e ainda causar a perda de patrocinadores e investidores.

O local pode até ser um fator de decisão para que seu cliente queira ir ou não ao seu evento. Portanto, pense, pesquise, analise e planeje com cuidado e dedicação o ambiente onde seu evento será realizado!

(*) Publicado originalmente em http://www.priscilavieira.com.br/o-que-levar-em-consideracao-na-hora-de-definir-o-local-seu-evento/

domingo, 6 de julho de 2014

Como medir os resultados de um evento

... depois que as luzes se apagam, como saber se o evento realmente foi um sucesso?

Por Priscila Vieira*

Uma das grande dúvidas das empresas é justamente esta: como mensurar os resultados de um evento? Este artigo que mostra como é possível saber se o evento alcançou os objetivos, se ele trouxe os resultados esperados, superou as expectativas ou se faltou algo.

Vamos lá?

Por que medir os resultados?

Realizar a mensuração do evento é algo muito importante pois:
# Garante a continuidade do evento com a construção de um histórico de resultados – o que é avaliado pode ser melhorado em próximas edições e os resultados positivos servem como argumento sólido para justificar sua continuidade.
# Garante a credibilidade e reputação do evento – é possível afirmar se a imagem das marcas envolvidas foi beneficiada pelo sucesso ou prejudicada por algum erro na organização.
# Promove a proximidade com público alvo - ouvir os participantes e entender o que pode ser melhorado de uma edição para outra faz com que ele sintam-se valorizados e efetivamente “parte” do evento.

Antes de analisar os resultados, defina por qual ponto de vista você irá avaliá-lo. Ele pode ser estudado pelos seguintes parâmetros:
  • Avaliação sobre a empresa realizadora do evento em relação aos participantes;
  • Avaliação dos participantes em relação ao evento em si;
  • Avaliação dos fornecedores em relação à organização do evento;
  • Avaliação da organização do evento em relação aos fornecedores.
  • Avaliação da comunidade idealizadora (impacto econômico, impacto social etc.)

Saber exatamente o que você está avaliando é o primeiro passo. Veja a seguir as principais maneiras de medir os resultados do seu evento:


Avaliação dos números do evento

Esse tipo de avaliação implica na compilação de dados estatísticos e informações sobre o evento e a análise dos mesmos em relação a missão e aos objetivos do evento.

Você pode avaliar o número de participantes, números de contatos obtidos, venda de produtos – o indicador a ser avaliado depende do tipo e do objetivo do evento.

Reunião com os envolvidos na organização

É muito importante realizar uma reunião com os envolvidos na organização – fornecedores e parceiros. Peça para que todos coloquem os pontos positivos e os pontos negativos em relação à organização e de que maneira isso impactou no resultado. Essas observações devem ser anotadas e consideradas para a próxima edição do evento.


Pesquisa pós-evento

A pesquisa pós-evento pode ser realizada com os participantes, fornecedores e parceiros do evento. Ela serve para saber se os objetivos foram alcançados, entender qual foi a percepção do público em relação ao evento e coletar sugestões de melhorias, comentários e opiniões.


Testemunhais

O evento tem impactos tangíveis, tais como custos e benefícios econômicos diretos, e também impactos intangíveis, como a satisfação do cliente. Coletar opiniões ou testemunhais dos participantes ajuda a medir os níveis dessa satisfação do cliente em relação ao evento como experiência. Nesse tipo de contato, você consegue perceber se o participante ficou “feliz” com o evento.


Mas além de saber como avaliar o evento, você precisa também saber quais indicadores você deve levar em consideração em sua análise.


(*) Publicado originalmente em http://www.priscilavieira.com.br/como-medir-os-resultados-de-um-evento/

quinta-feira, 26 de junho de 2014

O desafio do orçamento (menor) em um evento

Como reduzir os custos do seu evento
Por Priscila Vieira*

Planejar e organizar um evento é sempre desafiador. São vários detalhes que precisam ser pensados, analisados e decididos. Mas existe algo que se deve ter sempre em mente na hora de definir qualquer item relacionado ao evento: o orçamento. É ele que vai determinar muitas das escolhas a serem feitas.

O principal desafio – e missão – do organizador do evento é cuidar ao máximo dos custos sem prejudicar a qualidade do evento. As dicas que separei aqui cumprem bem esses dois papéis. São elas:

Número de participantes

Saber exatamente quantas pessoas irão participar do evento é fundamental. Por isso, crie um esquema de confirmação de participação para que você saiba quantos convidados estarão presentes. Mesmo que haja uma margem para mais ou para menos, é essencial que você tenha noção da média de participantes. Dessa forma, você poderá colocar na ponta do lápis quanto cada participante irá custar, e isso será fundamental na hora de buscar alternativas para reduzir esse valor ao máximo.

Local

A escolha do local é muito importante para otimizar custos. É preciso levar em conta a infraestrutura do lugar escolhido para receber seu evento. Se já tiver ar-condicionado, por exemplo, você não precisará gastar a mais com climatização. Se for muito longe, precisará arcar com o custos do transporte – de participantes, palestrantes e de fornecedores. Preste atenção também na ambientação/decoração. Se puder aproveitar o visual do ambiente sem acrescentar muitos detalhes poderá economizar nesse ponto.

Refeição

O tipo de refeição que será servida no evento tem um impacto muito grande no orçamento. Para escolher o que servir leve em consideração a quantidade de pessoas, o espaço disponível e o horário do evento. Faça as contas para ver o que sai mais em conta: buffet, à la carte, coquetel, finger food.

Avalie também o tipo de público. Muitas vezes as pessoas aproveitam o evento para conversar e fazer contatos. Nesse caso, o finger food ou coquetel serão bem mais produtivos para o networking e mais apreciados do que se tiverem que sentar à mesa ou pegar fila para jantar.

Fornecedores

A escolha dos fornecedores é crucial para a otimização dos valores do evento. Procure fazer parcerias com algumas empresas em troca de divulgação no evento, por exemplo. Você pode disponibilizar espaço para a divulgação da empresa do Buffet em troca do desconto parcial ou total no fornecimento da alimentação dos convidados.

Além disso, verifique as opções de fornecedores locais para saber se não vale a pena economizar com o transporte de empresas que estão distantes do local do evento.

Outra questão importante é negociar prazos de pagamentos com os fornecedores, para que você não precise pagar todos de uma vez. Isso vai aliviar a distribuição do seu orçamento.

Data

A definição da data também pode impactar nos custos do evento. Se escolher as datas mais procuradas para eventos (finais de semana, por exemplo), os valores dos fornecedores podem ser mais altos devido à alta demanda. Por isso, se possível, escolha datas menos concorridas para economizar.

A ajuda de um especialista em Planejamento e Gestão de Eventos faz a diferença nessa etapa, pois ele conhece o calendário de eventos como a palma da mão.

Divulgação

A divulgação do evento também ocupa uma importante parcela do orçamento. Para economizar nesse sentido há algumas alternativas.

Uma delas é buscar parcerias com empresas que possam divulgar seu evento em troca de uma participação nele. Por exemplo: um jornal pode ter sua logo utilizada nos materiais de divulgação em troca de espaço de mídia.

Outra maneira de economizar na divulgação é usar alternativas como mídias sociais. Elas são muito mais baratas que a mídia convencional e, dependendo do público, podem ser ainda mais efetivas. Confira aqui dicas sobre como utilizar as redes sociais para fortalecer seu evento. E veja aqui dicas mais detalhadas sobre como divulgar seu evento corporativo.

Importante!
Ressalto que todas as escolhas a serem feitas para economizar nos custos do evento devem ser muito bem pensadas para que não prejudiquem a qualidade dele. Afinal, com eventos, o barato também pode sair caro. Se o que foi planejado não estiver alinhado ao público e ao objetivo do evento, nenhuma economia vai valer a pena.

(*) Publicado originalmente em http://www.priscilavieira.com.br/como-reduzir-os-custos-seu-evento-sem-prejudicar-sua-qualidade/

terça-feira, 24 de junho de 2014

Como saber qual é agência (de live marketing) com A maiúsculo?

Por Tony Coelho (trechos selecionados) *
Como saber qual é agência com A maiúsculo?
Temos muitas, graças a Deus...

Às vezes não são grandes exatamente pelo seu tamanho e número de empregados. Sua grandeza está na sua história e no seu trabalho. São grandes porque se fizeram grandes pela ação e não pela garganta.

Elas não se preocupam com quantas salas tem. Elas trabalham. Elas não fazem propaganda ostensiva do que fazem e seus nomes talvez não apareçam na lista das premiações e dos cases dos prêmios famosos.

É, mas não se assuste se muitos desses cases tenham acontecido porque elas estavam lá, onde não se lê o nome. No casting, na produção de campo, nos runners, nas ações de marketing promocional, no RH, no roteiro ou no backstage. Na execução.

Hoje, queria falar de Agências cuja grandeza está em fazer, e bem, a sua parte. Em ser especialista e referência no caminho que escolheram. Agências de 10, 15, 20 anos de vida que continuam ativas e fazendo a diferença.

Crescer, portanto, não é questão de tamanho, de ter muitas salas, muito vidro e uma imensa sala de reunião. Crescer é evoluir, adaptar-se ao mercado, conhecer o cliente e estabelecer fidelidade. É criar um nicho e ser referência dele. É faturar o que precisa e se manter viva não apenas na memória, mas no desejo do cliente....

As Agências de verdade ficam, são perenes, e duram algum tempo (bem maior que os um, dois ou três anos dos aventureiros), porque são fruto de gente qualificada, planejamento e muito trabalho.

Não que estejam isentas de acabar, de fechar de repente, pois há situações que fogem ao controle e ao planejamento, como oscilações do mercado, clientes que nos quebram por não pagarem no prazo previsto (eu mesmo, nesse instante, espero um me pagar por um evento que fizemos em dezembro. Haja caixa).

No mundo real, no mercado real, não basta dizer: Quero ser grande!

Nele, para estar vivo, é preciso matar os leões do dia a dia e encontrar, nas sombras, a luz que ilumina o futuro. É preciso ousar e arriscar, mesmo que com certa parcimônia. Ser pequena no custo, grande no resultado e encontrar no seu ideal a maneira certa de olhar para trás e não ter vergonha das pegadas que deixou pelo caminho.

* Publicado originalmente pela Promoview. Leia o artigo completo: http://promoview.com.br/promocitarios/390040-por-que-as-agencias-crescem-ou-nao/

O negócio de produção de eventos e promoção

Não somos commodity 
Por Sandro Ferreira * 

Todos os dias me pergunto porque ainda estou nesse negócio (live marketing).
Meus amigos e familiares não fazem a menor ideia do que eu faço (aliás, faço festa), meus clientes compram meu serviço como se fosse alface em gôndola de feira e ainda com prazos a perder de vista, meus concorrentes tentam vender o “mesmo” que eu a preços cada vez mais baixos e fornecedores querem 100% de adiantamento por um serviço que sequer foi prestado.

Sempre que me reúno com a equipe para um brainstorm bato na mesma tecla: temos que propor algo diferenciado para o nosso cliente. Temos que conhecer suas metas e objetivos para podermos ajudá-lo, mas a realidade é bem diferente. Poucas vezes vi gerentes de marketing mais preocupados com a longevidade de sua marca do que com seu bônus de final de ano. E como fica nosso serviço no meio disso tudo?

De uns tempos para cá resolvi só atender clientes que realmente quisessem os serviços da agência e que dessem valor ao que tenho a oferecer. No começo foi complicado, dúvidas sobre o faturamento, incerteza na manutenção e conquista de novos clientes e por aí vai. Para a minha grata surpresa não é que o mercado estava querendo isso? Agências com posicionamento correto, com serviços realmente relevantes e que fazem seu trabalho de maneira exemplar.

Não adianta ter só discurso, é preciso investir na capacitação de cada pessoa que trabalha dentro do negócio, aí se consegue ser relevante. Não quero e não vou ser mais uma commodity. Tenho profissionais extremamente capacitados, que trabalham duro todos os dias para entregar aos nosso clientes trabalhos que agreguem valor às suas marcas. Assim como valorizo a minha agência tenho de valorizar os trabalhos desses profissionais.

Aí voltamos ao começo do texto: porque ainda estou nesse negócio? Porque amo o que eu faço e convivo com pessoas extremamente criativas todos os dias. Porque fazemos a diferença para os clientes que atendemos. Porque encontrei clientes que realmente respeitam o nosso trabalho e porque descobri que um trabalho realmente bem feito sempre terá seu valor reconhecido por alguém.

Comecei com uma pequena agência na Bahia e hoje temos escritório em sete Estados da Federação. Estamos crescendo sempre buscando oferecer serviços diferenciados aos nossos clientes e cobrando o preço justo, para nós e para eles. Se estamos crescendo é porque a estratégia está correta. Então vale a pena refletir ao invés de reclamar do mercado, dos clientes e da vida.

(*) Sandro Ferreira é Presidente da Invent Live Marketing
Publicado originalmente pela Promoview: http://promoview.com.br/paporeto/401485-nao-somos-commodity/

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Design Thinking: Invertendo a Ordem dos Processos

por Gabriela Camargo (*) 

Todos já ouvimos que antes de lançar algum produto ou serviço, precisa pensar bem em quem é seu cliente, traçando seu perfil e oferecendo aquilo que ele precisa.

E, neste caso, você trabalha com a ideia do que acha que ele precisa. Mesmo que sejam feitas algumas pesquisas de opinião, elas abordam a percepção sobre um negócio que foi pensado pelo empresário para o cliente, em uma etapa mais avançada.

Acontece que no cenário de negócios atual, altamente competitivo, para ganhar o consumidor é preciso ir além e estar mais próximo dele. É necessário entender o que o cliente quer e precisa, mas de um modo real e não idealizado.

Para atender esta necessidade, os gestores pegaram emprestado a forma de criar dos designers, que buscam as melhores e mais inovadoras formas de solucionar problemas reais, para conseguir entender como poderiam oferecer exatamente o que o público-alvo desejava. O Design Thinking.
Como assim?

Quando pensamos em design, muitas vezes associamos apenas com a questão estética. Mas design vai muito além disso. O trabalho dos designers, além de criativo, é focado em soluções para problemas reais.

Pense em uma cadeira. Para se sentar você pode ter apenas uma pedra ou um bloco, ou mesmo se sentar no chão. Mas quando escolhemos uma cadeira, queremos que ela seja confortável, resistente e nos deixe na melhor posição para trabalhar, comer ou relaxar. A melhor cadeira precisará atender uma série de expectativas que vão além de um suporte simples e puro.

Em qualquer serviço ou produto que sua empresa for oferecer, é interessante que a necessidade e expectativa do cliente esteja em primeiro lugar. Assim é possível se diferenciar da concorrência e ganhar a confiança dos consumidores.
Em poucas palavras:

Design Thinking uma forma de buscar soluções alternativas que sejam possíveis com a tecnologia que temos, que se tornem parte de um modelo de negócios sustentável e façam sentido para as pessoas.
Mas como usar o Design Thinking?

Como o design thinking é uma forma de buscar soluções, e não a solução em si, para aplica-lo em seus negócios você precisará mudar sua forma de pensar. A ideia é que você pense como um designer e encontre respostas criativas e aplicáveis.


Fonte: Google

O esquema acima é uma simplificação que você pode usar para pensar em todos os detalhes. O que ele traz, basicamente, são etapas de criação sempre com o foco no consumidor.

Faz parte do processo de criação:
Insight – para ter ideias novas sobre o problema que de seu público que sua empresa tentará resolver, é preciso entende-lo profundamente. Dessa forma, o insight surgirá após você vivenciar e compreender todas as perspectivas da situação.
Mapa mental - considere todos os aspectos relativos ao problema, mesmo aqueles que em um primeiro momento pareçam ser um pouco estranhos. Para ter ideias diferentes e surpreendentes você precisará pensar diferente. Coloque no papel todas as ideias que você tiver, até as que julgar absurdas. Ao final do processo conhecido comobrainstorm você deverá ter um conjunto de associações com várias abordagens do problema.
Prototipagem – dê forma a suas ideias. Mesmo que o resultado não fique perfeito, o protótipo é a fase em que consegue-se ver as principais forças e deficiências da solução escolhida. O teste é importante para saber se você está no caminho certo.
Pensamento integrativo – tente olhar a situação como um todo, como se estivesse de fora. Algumas vezes, na ânsia de encontrar uma solução, ficamos apegados a algumas respostas e não permitimos que novas ideias surjam. Faça o exercício do “E se?” trabalhando com respostas diferentes. Lembre-se de colocar todas as possibilidades em seu mapa mental.

Se você quiser realmente trabalhar com design thinking, existem alguns livros sobre o tema que podem ajudar, alguns deles disponíveis online, por exemplo em http://livrodesignthinking.com.br/

* 02/06/2014 by gabriela camargo. Publicado originalmente em Promoline: http://www.promoline.com.br/blog/index.php/design-thinking/

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Leis relacionadas à organização de eventos

No planejamento de um evento, não esqueça das obrigações legais relacionadas
Por Priscila Vieira*

Na hora de organizar um evento muitas coisas devem ser levadas em consideração. Ficar atento à legislação é uma delas. Atender às leis é extremamente importante para que a imagem da empresa que está promovendo o evento não seja prejudicada e também para que o evento aconteça com o máximo de segurança possível.

Lei geral de Turismo
Essa é a lei que dispõe sobre a Política Nacional de Turismo. E por que é preciso estar atento a ela na hora de promover um evento? Simples: porque a atividade de eventos é regulada por essa lei, já que, segundo ela, empresas organizadoras de eventos são consideradas prestadoras de serviços turísticos.

De acordo com essa legislação, as organizadoras de eventos são empresas que têm por objeto social a prestação de serviços de gestão, planejamento, organização, promoção, coordenação, operacionalização, produção e assessoria de eventos.

Esteja você organizando um evento ou contratando uma empresa para organizar seu evento, é preciso ficar atento à Lei Geral de Turismo e saber se a empresa que você está contratando está dentro das normas dessa lei que estipula quais são os direitos e deveres da organizadora de eventos.

Alvará de autorização
Para realizar eventos em espaços públicos ou privados é preciso ter o Alvará de autorização. Esse documento garante que o evento seja realizado dentro das normas de segurança. Cada cidade tem seu procedimento específico para a retirada do Alvará. Por isso, ao escolher o local do evento, um dos primeiros passos é dar início ao processo de solicitação do Alvará na prefeitura da cidade.

O prazo de liberação desse documento pode variar dependendo do porte do evento. Para eventos menores, o início do processo pode acontecer cerca de 15 dias antes, mas para eventos de maior porte, o ideal é que se dê início ao processo pelo menos 40 dias antes.

ECAD e os Direitos Autorais
O Ecad (Escritório Central de Arrecadação) é uma instituição que realiza a arrecadação do dinheiro relativo aos direitos autorais de cada música tocada em execução pública no Brasil. O valor arrecadado pelo ECAD vai para os artistas das respectivas músicas.

Ao realizar um evento é preciso enviar um roteiro de tudo que será tocado na ocasião, para que o Ecad realize o cálculo do valor a ser cobrado pelos Direitos Autorais. Nesse site você pode verificar como enviar a programação musical de seu evento e ainda realizar uma simulação para calcular o valor aproximado que você terá que pagar pela execução das músicas.

O não pagamento dos Direitos Autorais podem implicar em multa de até 20 vezes o valor que seria cobrado originalmente – de acordo com o artigo 109 da Lei nº 9.610/98. Para saber sobre a regulamentação de arrecadação do ECAD clique aqui.

Lei de Acessibilidade
Outra importante legislação a ser seguida é a Lei nº 10.098, que estabelece as normas gerais e os critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. É preciso conhecê-la bem para saber se o local no qual o evento será realizado se adequa às normas de acessibilidade estabelecidas por ela.
A Lei considera:
-acessibilidade: a possibilidade e a condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos transportes e dos sistemas e meios de comunicação, por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida.
-barreiras: qualquer entrave ou obstáculo que limite ou impeça o acesso, a liberdade de movimento e a circulação com segurança das pessoas.

Nota do Editor   No Rio Grande do Sul, entre outras, também há de se considerar em especial, o Decreto Estadual 48.293, de 26 de agosto de 2011, que em seu Artigo 1o.: Os eventos realizados ou apoiados pela Administração Pública Estadual Direta ou Indireta e por suas Entidades vinculadas deverão atender aos padrões de acessibilidade previstos no Decreto Federal nº 5.296, de 2 de dezembro de 2004. Veja aqui.

Além das leis, é importante ainda ter sempre por perto os contatos dos seguintes órgãos, departamentos e entidades:
Polícia Militar;
Corpo de Bombeiros;
Serviço Médico de Emergência; ambulâncias
Prefeitura Municipal;
Segurança do Trabalho, Saúde e Meio Ambiente;
Departamento de Trânsito Municipal – útil em eventos esportivos, como corrida de rua;
CREA – Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia – importante principalmente em eventos com exposição;
Juizado da Infância e da Adolescência – fundamental em eventos abertos ao público;
ECAD – Escritório Central de Arrecadação e Distribuição de Direitos Autorais;
Defesa Civil;
ANVISA.

Não corra o risco de ter que pagar multa ou mesmo ter a imagem de sua marca prejudicada por não cumprir alguma lei. Informe-se e saiba quais são os seus direitos e deveres. Estar dentro da lei é fundamental para o sucesso do evento!

(*) Publicado originalmente em http://www.priscilavieira.com.br/fique-dentro-das-principais-leis-relacionadas-organizacao-de-eventos/